Diário de Viagem 2

 Conhecendo Minas Gerais

Veja o que você vai conhecer me acompanhando nesta viagem:

Minas Gerais: Terra de Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, do escultor Aleijadinho, do compositor Milton Nascimento, do escritor Guimarães Rosa e dos presidentes Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, entre tantos outros artistas, líderes políticos, músicos, escritores e presidentes da República, Minas Gerais é um dos maiores estados brasileiros.

Com variadíssimo relevo e vegetação, guarda em seus vales e montanhas cidades históricas do barroco brasileiro, onde habita uma gente cordial e hospitaleira. Segunda economia do País - só perde para o Estado de São Paulo -, Minas também é conhecida por sua culinária, boa e farta, famosa por quitutes como o pão-de-queijo e pratos típicos como tutu à mineira e frango ao molho pardo.

Minas só não tem mar; mas tem águas terapêuticas que brotam de seu solo rico em minérios, formando o circuito das águas, com estâncias hidrominerais e termais que oferecem passeios inesquecíveis.

Vamos conhecer Minas Gerais?

Em 1987, nós morávamos na pequena cidade de Castanhal - PA, que fica a 70 km de Belém- PA.

Aproximava-se mais um período de férias e estávamos planejando ir para São Paulo de carro. Nossos planos eram de passarmos  uns 20 dias em São Paulo, na casa da família do meu marido, pois eles queriam conhecer nossos filhos que, na época eram ainda bebês: Mário com 2 anos e meio e o Marcelo com 10 meses. E mais 10 dias para ir e voltar. Então, seria uma viagem em ritmo suave, sem pressa.

Queríamos conhecer Belo Horizonte e as cidades históricas de Minas: Congonhas do Campo, Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, São João Del Rey. Conhecemos outras também como: Barbacena, São Lourenço, Itajubá, Guaratinguetá, Aparecida do norte, cidades estas que estariam no percurso da viagem até SP.

As crianças já estavam acostumadas a fazer pequenas viagens de carro, porque sempre viajávamos para Belém ou para alguma cidade das redondezas. Mas para fazer uma viagem maior, achamos necessário que houvesse a concordância da médica pediatra das crianças.

A viagem foi aprovada pela pediatra, e se houvesse qualquer problema de saúde com as crianças, eu telefonaria de onde estivesse e ela me orientaria sobre o que fazer.

A animação era geral, e os preparativos desta viagem eram os mais diversos possíveis.

O mais incrível foi o horário de saída. Marcamos para iniciar a viagem à meia-noite. Viajando durante toda a madrugada, com o clima mais ameno e quando o dia clareasse, já estaríamos no estado de Goiás-GO.

O carro: um Monza, espaçoso e confortável, ficou com o porta-malas cheio de acessórios infantis. Desde pacotes de fraldas descartáveis, mamadeiras, brinquedos, roupas, esterilizador, até andador. Consegui colocar tudo o que as crianças precisariam durante a viagem.

 

Mesmo sabendo que pararíamos todas as noite em algum hotel para dormir, achamos que seria bom improvisar no banco de trás do carro, 2 "dormitórios" para as crianças, para dormirem durante aquela madrugada e também para tirarem uma soneca durante o dia. o Mário de 2 anos e meio dormiria no banco de trás, com almofadas e para o Marcelo de 10 meses, improvisamos uma redinha (em forma de berço) que foi colocada suspensa, acima do banco de trás. Ficou engraçado, mas confortável tanto para as crianças como para nós. Depois de tudo pronto, pegamos a BR 316 : Belém-Brasília.

A viagem transcorreu com tranqüilidade e segurança, viajamos durante toda a madrugada. É muito gostoso estar viajando de carro por uma ótima estrada e ver pouco a pouco, o sol nascer. Paramos às 8 horas da manhã, já em Goiás, clima gostoso, pessoas com sotaque diferente do nosso e paisagens lindas. Chegamos em um hotel, onde eu preparei as mamadeiras das crianças, tomamos banho e café da manhã.

Depois, pegamos a estrada novamente, viajamos durante todo o dia, parando para almoçar e andar um pouco. Chegamos às 19:00 hs. em Araguaína, (que na época era uma cidade do estado de Goiás, e hoje, faz parte do estado de Tocantins, nos hospedamos em um hotel. As crianças estavam bem e isso nos tranqüilizava. Aproveitamos para andar um pouco pela praça em frente ao hotel, jantamos e descansamos.

No dia seguinte, continuamos a viagem até chegarmos em Goiânia, a primeira capital deste percurso. Nos hospedamos e no dia seguinte, como não tínhamos pressa, fomos passear em um shopping da cidade, e depois pegamos a estrada novamente.

Em seguida, entramos no estado de Minas e viajamos a tarde inteira até chegarmos em Belo Horizonte, onde passamos 2 dias.

Chegando em Belo Horizonte:

A capital de Minas Gerais, foi batizada de Belo Horizonte em 1897. A terceira maior metrópole brasileira transita entre o urbano e o suburbano, entre o antigo e o moderno, entre florestas e pistas velozes, bem ao estilo desconfiado desse povo de "uais", decifrado em pouca fala, mas com uma simpatia para lá de irreverente.

Belo Horizonte foi uma das primeiras cidades planejadas brasileiras. Circundada pela Serra do Curral, a cidade só poderia receber nome alusivo à beleza da paisagem avistada em seus pontos mais elevados, além das suas 500 praças, 30 parques e mais de 200 áreas verdes. O conjunto urbanístico da Pampulha, projetado na década de 40, às margens da lagoa artificial, é composto por belos exemplos da arquitetura de vanguarda, de Niemeyer, valorizado pelos jardins de Burle Marx, as pinturas de Portinari e as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a beleza das enormes montanhas verdes ao seu redor,  que não deixam que o charme da cidade se esvaia. De qualquer ponto da cidade, se vê as montanhas. Belo Horizonte, com suas raízes barrocas e influências modernistas, guarda recantos bucólicos, como praças e jardins paisagísticos em meio ao delírio do caos urbano.

Em Belô, como é carinhosamente chamada, alguns pontos turísticos e monumentos históricos são lugares obrigatórios. Não passe por lá sem visitar o Centro de Cultura, um dos poucos exemplares da arquitetura gótica da cidade, que abriga uma rica e pomposa decoração. Outro lugar imbatível da cultura mineira é o Palácio das Artes, construído dentro do Parque Municipal.

Nos hospedamos no Hotel Golden Plaza**** no centro da cidade. Um ótimo hotel,  muito confortável . Tivemos um descanso merecido. No dia seguinte, levamos as crianças para conhecer o Parque Municipal, com passeio de trenzinho pela pequena floresta que circunda o lugar. Era um domingo de manhã, e estava repleto de turistas, foi muito divertido. Além da paisagem ser um espetáculo.

Feira de Artesanato: exposição,

venda e comidas típicas de várias regiões.

Nós já sabíamos sobre a existência de uma rua em Belo Horizonte, chamada rua do Amendoim, que possui um fenômeno e fomos até lá para conferir.

Rua do Amendoim: É uma pequena ladeira no bairro de Mangabeiras. Quando desliga-se o motor, o carro sobe a ladeira em vez de descê-la. Fizemos o teste para conferir. Paramos na ladeira e desligamos o motor do monza...e para nossa surpresa, o carro começou a subir sozinho, bem devagar...era inacreditável... depois, uma pose para uma foto:

eu e minhas crianças na rua do amendoim

A Fé Mineira

"Que belo horizonte...", foi a expressão do Papa João Paulo II, quando esteve no Brasil, diante do cenário urbano que ele avistou do alto do bairro das Mangabeiras, em BH, batizando a Praça de "Praça do Papa".

Foto na praça do papa, de onde se tem uma vista espetacular de Belo Horizonte.

Após 2 dias em Belo Horizonte, fizemos as malas e pegamos a estrada novamente, para conhecer as Cidades Históricas de Minas.

Vem comigo neste passeio! >>> Cidades Históricas de Minas >>>