Parecia que ela tinha ido o mais longe
que podia, e não conseguia ir
mais.
O homem decidiu ajudar a borboleta:
Pegou uma tesoura e cortou
o restante do casulo.
A
borboleta então saiu facilmente.
Mas
seu corpo estava murcho,
era pequeno, e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observar
a borboleta porque ele esperava que,
a qualquer
momento, as asas dela
se abrissem e esticassem para serem
capazes de suportar o corpo que iria
se afirmar com o tempo.
Mas.... Nada aconteceu!
Na verdade,
a borboleta passou o resto
da sua vida rastejando com um
corpo murcho e asas encolhidas.
Ela
nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e
vontade de ajudar não compreendia,
era que o casulo apertado
e o esforço necessário à borboleta
para passar
através da pequena abertura, era o modo
com que Deus
fazia para que o fluido do
corpo da borboleta fosse para as suas asas,
de modo que ela estivesse pronta
para voar, livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é
justamente
o que precisamos em nossas vidas.
Se Deus nos permitisse passar através
de nossas vidas, sem quaisquer obstáculos,
Ele nos deixaria aleijados.
Nós não iríamos ser tão fortes
como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar...
Autor: Nickos Kasantekais
Do Livro "O Pobre de Deus".
(Direitos autorais reservados ao autor)