Lobos internos
(The Wolves
Within - Tradução: Sílvio Darci da
Silva)
Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com
raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:
“Deixe-me contar-lhe uma história. Eu mesmo,
algumas vezes, senti grande ódio àqueles que ‘aprontaram’ tanto, sem qualquer
arrependimento daquilo que fizeram.
“Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu
inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei
muitas vezes contra este sentimento”.
E ele continuou:
“É como se existissem dois lobos dentro de mim.
Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não
se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for
certo fazer isto, e da maneira correta.
“Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva.
Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o
tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu
ódio são muito grandes.
“É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar
coisa alguma! Algumas vezes é difícil de conviver com estes dois lobos dentro
de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito”.
O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô
e perguntou:
“Qual deles vence, Vovô?”
O avô sorriu e respondeu baixinho:
“Aquele que eu alimento”.
(The Wolves
Within - Tradução: Sílvio Darci da
Silva)

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