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Em nossas vidas criamos
distâncias,
juntamos nossas diferenças.
Aceitamos os resultados que nos
regem.
Seria como um espelho que
reluzia uma prata mágica.
Chamava-me e indicava o lado
esquerdo do meu peito.
Olhei para a imagem que emergia
e notei que não era a minha.
Era uma imagem sobreposta,
uma silhueta que descia as
escadarias do céu,
tão suave, e ia se transformando
aos poucos
na imagem de uma
linda mulher.
Seus olhos falavam com o brilho
verde de mar.
Convidava-me para
pegar uma
carona em uma nuvem cor de rosa.
Ir ao céu
passear por ruas azuladas,
até perder o equilíbrio, a noção
do real.
Cair em cima de uma estrela
cadente,
e acabar morando em uma
constelação.
Ter como bairro perpétuo, o
infinito.
O espelho não refletiu somente a
imagem da matéria.
Foi o puro aço da alma.
Que nos diz, ensina e nos
orienta.
Enquanto houver vida em nossos
corpos,
o amor sempre transmitirá os
reflexos dos sentimentos,
a nossos corações...
Autor: Marcos Milhazes
(Direitos
autorais reservados ao autor.)

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