Não vivo nas grandes cidades,
não pertenço às multidões.
Vivo junto à natureza.
Onde ouço o canto dos pássaros,
o murmúrio do vento,
a canção da brisa.

Para a Floresta, eu digo:
Deixa eu permanecer
para sempre contigo!
e serei para sempre tua...
De dia, me banho nos teus igarapés...
e de noite, me visto de lua...

Vivo onde a natureza me colocou,
por que sou parte integrante do
universo.
Para a Floresta, eu digo:
Deixa eu te fazer poesia!
E te colocar nos meus versos...
Da árvore, eu sou a seiva,
que escorre quando
é cortada.
Sou a brisa que sopra,
no rosto da
madrugada...
Sou a tranqüilidade da manhã,
sou a alegria da tarde ensolarada.
De dia, eu sou natureza pura...
e de noite, sou alvorada.

Aprendo a viver com o silencio da vida,
me ilumino com os raios do sol,
me perfumo com a essência das flores,
me embalo na correnteza do rio,
converso com as estrelas do céu.

Para a Floresta, eu digo:
Deixa-me aprender a te ouvir!
Quero escutar quando me chamas...
quero conviver com tua beleza,
e fazer do teu céu, minha morada...
de dia, eu serei feliz...
e de noite, tu serás amada...

E para você que está aqui, a me ler...
e que gosta da brisa que canta,
do barulho de chuva no telhado,
do orvalho que cai na noite,
das estrelas que brilham no céu,
do vento que sopra na madrugada...
Eu envio, para você,
os meus beijos!!!

Beijos
que enviarei pelos ventos...
Beijos que tocarão o
teu rosto...
Beijos com a
ternura da brisa...
Beijos com a
umidade do orvalho...
Beijos no
silencio da madrugada...
Beijos, com
sabor de céu...
Beijos
da Fadinha da Floresta

Autoria: Lisiê Silva
Nov/2002
(Direitos
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É permitida a divulgação deste texto,
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