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Falando ao coração.
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Texto de Lisiê Silva.
Acalma-te coração!
Não
me fale de emoção.
Não
me faça viver mais uma paixão.
Lembra-te que os momentos vividos
são
como paisagens vistas da janela de um trem,
que
corre pelos trilhos da vida.
As paisagens são os momentos que passam rápido
pela
nossa janela, e vão ficando para trás,
cada
vez mais distante, até sumir de vista.
Passam pela estação do tempo,
e
desembarcam na lembrança.
Aquieta-te coração!
Esquece as lembranças do passado.
Você
já amou e se doou demais!
Já
chorou, já sofreu e já perdeu sua paz!
Lembra-te que o amor que sentiste,
foi
uma viagem feita de pés descalços,
pelos caminhos de pedra à beira do precipício.
Qualquer deslize, uma queda fatal!
Sentiste os espinhos da ilusão a ferir os teus pés,
O
medo, a incerteza, a dúvida e a razão
te
fizeram abandonar o caminho das pedras,
mas
não te livraram das feridas dos espinhos
que
deixaram marcas em você, coração.
Aprende a andar com os pés bem firmes no chão!
Sossega, coração!
Sou
a razão da tua existência,
Sou
tua dona, teu juízo, tua mente.
Lembra-te dos vôos que alçaste,
Quando eu te dei asas e te libertei.
Subiste até às alturas e chegaste ao céu.
Conheceste vastos horizontes
experimentaste toda a beleza e a ternura
de
viver um grande amor.
Mas
depois voltaste ferido, sangrando, e eu te curei.
Te
cuidei com todo o meu carinho
e te
fiz mais forte que antes,
mas
não consegui te fazer independente.
Não
deixaste de ser um eterno sonhador.
Autoria: Lisiê Silva
(Jan/2003)
(Direitos autorais reservados)
É permitida a divulgação
deste texto, mantendo o nome da autora.
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