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~ Laura
Limeira ~
Quando sonhares, que sintas...
Minha boca a beijar-te como outrora.
Minha cegueira diante dos vincos deixados
pelo tempo no teu corpo e na tua alma,
que tanto incomodam a tua vaidade.
Quando sonhares, que queiras...
ainda, com amor, carregar-me em teus braços.
Deixar-te incandescer no prateado dos meus cabelos,
d'onde cada fio branco guarda de ti uma saudade.
Quando sonhares, nunca esqueças...
Do amor simples dessa mulher simplicidade.
Das coisas que permanecem, só nossas.
Do nosso amor... Eterna verdade!
Autoria:
Laura Limeira
Recife,
25.04.2003 - 04:56h.
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