O JOGO DA VIDA
*Rosimeire Leal da Motta*

Correndo de braços abertos ele está.
Em seu rosto não há alegria, nem tristeza.
Está diante de uma platéia.
Se ele fez um gol e venceu o jogo não há motivo interior para comemorar.
É sua obrigação.
Porque no jogo da vida
não haverá ninguém para aplaudir.
Porque as melhores alegrias guardamos para nós mesmos.
E quem se alegra com a vitória alheia?
A inveja não permite que muitos cidadãos
percebam a importância da vitória.
Mas, se o jogador está preocupado,
é porque ele se sente em divida com o torcedor.
Está sendo pago para vencer.
A vitória não é dele, é do público.
Em seu rosto há cansaço e suor.
No semblante da platéia, há euforia e alegria.
Seu time vence,
e os últimos minutos finais do jogo fazem com que o time adversário perceba a derrota.
O jogador não se atreve a olhar para a platéia:
compraram expectativas e receberam desilusões.
Para saber vencer é necessário saber perder.
Mas a derrota corrói o amor-próprio.
Aquele jogador correndo de braços abertos,
como se os braços estivessem cheios de vitórias
e atirasse para a platéia vencedora o sabor do triunfo.
De súbito, deixa os braços caírem ao longo do corpo.
Cumpriu sua missão.
Sua vida pessoal não é triunfal,
mas, pelo menos, pode fazer pessoas se sentirem triunfantes!

Autoria:
Rosimeire Leal da Motta(Direitos autorais reservados à autora)
É proibida a cópia e a publicação em outras páginas,
sem a prévia autorização da autora.
Rosimeire´s Home Page
http://planeta.terra.com.br/arte/webmeire/

Entrar na Casa:
|
|
|
|
Webmaster e Designer by Lisiê
Copyright © Lisiê - 2003 - Manaus - Am - Brasil
Todos os direitos autorais reservados / All Rights Reserved.