Meu gato, levado,
danado, assanhado,
com garra afiada,
me deixa excitada,
esperando seu pulo,
em cima de mim.

No pé do ouvido,
solta seu miado,
carente, dolente,
se joga ao meu lado.

Você gato homem,
meu gato rapaz,
que mostra em gestos,
do que é capaz.

Na cama se arrasta,
se estica todinho,
pedindo carinho,
pedindo amor.

Sem pressa, bem terna,
aliso teu corpo,
te toco suave,
te faço massagem,
te deixo feliz.

Me torno uma gata,
arranho teu corpo,
beijo tua boca,
de modo selvagem.

Te agarro bem forte,
quero dominar,
me jogo por cima,
de teu corpo vibrante,
que espera por mais,
que posso te dar.

E após algum tempo,
meu bem precioso,
meu gato, meu homem,
sorri para mim,
o corpo suado,
me beija ardente,
com mãos já sem garra,
alisa meu corpo,
nos seios carícias,
e beijos suaves.

 

Momentos assim,
não devem acabar,
por isso, meu gato,
meu homem, rapaz,
menino levado,
que deixa vontade,
que deixa saudade,
não se demore,
a ser novamente,
o levado, danado,
assanhado de fato,
aquele felino,
meu Gato menino.

 

Autor: José Maciel

(Direitos autorais reservados ao autor)

 

 

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