Decifra-me essa tristeza
que invade as minhas tardes...
Ou eu te devoro
freneticamente,
sem fazer nenhum alarde!
Decifra-me essa louca alegria,
que me contagia noite e dia...
Ou eu te devoro mansamente,
na mais perfeita agonia!
Decifra-me a sutileza
da minha latente saudade...
Ou eu te devoro lentamente,
sem nenhuma piedade!
Ou eu te devoro totalmente,
sem nenhuma vestimenta!
Decifra-me o amor que me
sustenta
e que me lançou no mundo!
Ou eu te devoro
sorrateiramente,
no momento mais oportuno!
Decifra-me esse desejo
que me queima com sofreguidão...
ou eu te devoro loucamente,
em movimentos ritmados de
paixão!

Decifra-me... ou eu te devoro!