© Texto de Lisiê Silva.

Da Amazônia, para o mundo!

Ecoam as vozes da natureza.

Aqui, quando o dia começa,

 há uma explosão de vida e beleza!

Uma beleza que quer manter-se viva!

Viva eu, viva você, e viva a natureza!

Há ecos de vozes vindos da Selva!

Na exuberância das orquídeas amazônicas,

Cobiçados tesouros naturais, são flores raras!

Relíquias que a floresta guarda.

 

Há ecos de vozes vindos da Amazônia!

No ar puro da floresta que circunda essa imensidão.

Pulmão do mundo, e o que será do planeta terra,

sem essa fonte de oxigenação?

Há ecos de vozes vindos da Selva!

Na cultura, lendas e costumes de um povo.

No ritual milenar das festas e danças.

No solo sagrado desta terra.

Há vibração, paixão e encantamento.

No coração do povo feliz que habita este lugar!

Na Manaus morena, bonita e faceira.

Uma  metrópole no coração da Floresta.

 

No uivo dos ventos que correm pela selva,

há ecos de vozes vindos da Cidade!

Um pedido silencioso, uma oração, uma prece:

Deus, proteja as nossas matas, por amor a Humanidade!

Na altura das gigantescas árvores...

Nossas eternas guardiãs... companheiras centenárias!

Há um pedido de socorro, no final da tarde.

São os gritos das araras... pedindo a preservação!

Há ecos de vozes vindos das matas!

No pulo da onça pintada!

No passo lento do Tamanduá.

Na morosidade do bicho-preguiça!

Na lentidão das tartarugas,

No banho de sol dos jacarés.

Nos olhos do Tambaqui e do Tucunaré.

Eles também querem viver... e quem não quer?

Há ecos de vozes vindos dos animais!

Na esperteza dos macacos ou na revoada dos pássaros.

Fugindo para não presenciar a sua espécie em extinção!

Nas cores do arco-íris depois da chuva rápida.

que vem para refrescar o calor... e molhar o chão!

Há ecos de vozes vindos das águas!

No canto da Iara, na brisa que vem do rio Negro,

Na calmaria de suas águas, profundas e escuras.

O famoso rio Amazonas, é o maior rio do mundo!

Há ecos de vozes vindos da Natureza!

No canto do caboclo: "Não mate a mata, seu moço!"

Precisamos dela pra morar!

Há ecos vindo das batidas dos tambores!

Chamando os turistas! No mês de junho, tem festa na Floresta.

Em Parintins, no ritmo e no ritual do boi-bumbá!

No compasso dessa dança, são dois pra lá e dois pra cá.

Há ecos de vozes vindos da emoção!

No coração e nas mãos do poeta que escreve,

o seu lamento de dor, medo e frustração,

ao ver o maior paraíso do planeta,

ameaçado de extinção.

Que o canto da coruja, nunca seja um sinal,

uma anunciação ou um lamento...

 Do temível final dos tempos!

Há ecos de vozes vindos da Amazônia!

É o povo da Floresta, que proclama:

Nada de queimadas ou derrubadas de árvores!

A vida tem que ser respeitada... e a natureza, preservada.

Para que a Amazônia não vire um deserto.

Esta é uma obra de arte, criada por Deus!

 

Que este solo sagrado seja eterno,

assim como sempre será eterno... o Criador!

Fátima Irene Pinto é madrinha do texto : "ECOS DA AMAZÔNIA".

Autoria de Lisiê Silva

Mai0/2003

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